Abro este espaço online com uma reflexão sobre o ano anterior. Já que nos encontramos no início de um novo ciclo.
O ano de 2025 veio recordar-me que a vida é uma junção de coisas e, sobretudo, com a escrita é uma acumulação de muita coisa. Centenas de horas de escrever, centenas de horas a rever, a pensar, a imaginar. Para depois ter um produto final que pode entusiasmar alguém e dar-lhe prazer como nos deu a nós.
O ano que termina agora foi um ano de sucessos para mim e mudanças. Abandonei a casa que pensei ser a minha casa “para sempre” e onde já tinha investido tanta lágrima, suor e sonhos. Vim para um novo espaço onde tenho luz para um criatividade diferente. Este foi o ano em que revi imenso, li livros de várias pessoas de temas e géneros que não esperava, esses autores surpreenderam-se por ler também a minha obra. E alegraram-me com os seus elogios e amor pelas personagens que viviam antes só na minha cabeça.
Descobri que precisava de ler mais em português e assim o fiz. Investi em mais livros em português e cedi ao Biblioled que levo com amor no meu Kobo. Procuro avançar com a minha lista de autores portugueses, sem perder o meu grande amor por romantasy e romances fantásticos. A vida precisa de magia, não concordam?
O ano começou em grande, puliquei um conto, não o primeiro, pois essa estreia fi-la na adolescência no concurso da Sophia de Mello Breyner. Mas não me deixou menos orgulhosa de ver mais uma obra publicada agora em adulta. Sobretudo num livro com tantos outros contos bons, enigmáticos, únicos.
Aprendi este ano novas regras, creio que o que mais levo na mente de 2025 é que a escrita é um habito que deve ser diário, independente da vontade ou inspiração. É a maior aprendizagem que recebi. Este conhecimento permitiu-me terminar o meu livro no dia exato em que fez um ano que o comecei. E, antes do fim do ano que terminou, acabei o rascunho de um segundo livro. Tudo porque me impus para escrever todos os dias e me impus para deixar mais de lado o telemóvel. Sonhar acordada com as minhas personagens e o que faziam elas. Isto também faz parte. Se escrevi todos os dias perguntam-se? Não. Mas escrevi muitos, muitos dias.
2025 foi um ano bom, já comecei a trabalhar para que 2026 seja excelente. Não peço sorte, mas força para empurrar as montanhas que pretendo mover.
